Confira a visão de Alessandro Cattani, CEO da Esprinet da Itália, e Mariano Gordinho, diretor-executivo da ABRADISTI, sobre as previsões para revendas de TI em 2018



O efeito da transparência no preço


*Por Alessandro Cattani, CEO Esprinet

A internet tem provocado uma série de efeitos na forma como consumimos e produzimos a tecnologia. Uma dessas mudanças, por exemplo, é a chamada “hipertransparência”, com grande disponibilidade de informações sempre pronta para ser usada.

E é esse cenário, hipertransparente, com alta divulgação dos preços e das especificações dos produtos que irá demandar uma mudança de postura da indústria de TI (dos fabricantes, distribuidores, revendedores e do varejo), com um novo trabalho de consolidação da economia de escala e à inovação, com novas fontes de valor como diferencial de mercado.

Mas é importante dizer: a consolidação econômica e a inovação irão resultar em cada vez menos “hipervencedores”, com apenas algumas empresas sobreviventes (ou nem mesmo sobreviventes).

De 2018 em diante, haverá uma grande mudança no processo de conversão de mobilidade física (carros, motocicletas, bicicletas etc.) em novas plataformas de TI - assim como testemunhamos, no passado, com nossas mesas de trabalho, nossas casas e depois em nossos bolsos, agora cheios de aparelhos eletrônicos.

Num mundo em que a mudança e a adaptação são peças-chave para sobrevivência, a mobilidade física é a nova fronteira para indústria de TI. E isso quer dizer que, em breve, o canal de vendas também terá que participar deste novo ecossistema, pronto para atender o cliente conforme sua demanda.

Definindo as tendências da indústria: as previsões para revendas de TI em 2018


*Por Mariano Gordinho, diretor-executivo da ABRADISTI

Assim como os últimos meses já mostraram, 2018 continuará a consolidação das tendências que redefiniram o formato da indústria de TI no Brasil e no mundo.

A Cloud Computing, IoT (Internet of Things), SDN (Software Defined Networks), segurança cibernética e o aumento intensivo de uso dos smartphones como “o aparelho” para mobilidade online serão itens mandatórios na agenda dos times de TI e dos tomadores de decisão nas corporações.

Eu acredito que, com a complexidade tecnológica que todas essas tendências estão gerando, a segurança cibernética deve ser prioridade, e representará uma clara oportunidade para as revendas de TI.

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Além disso, quero compartilhar minha resolução para o Ano Novo, que foi baseada em uma situação interessante que passei com um amigo.

Nós estávamos almoçando e havia um vinho bem caro na carta do restaurante. Quando o garçom perguntou ao meu amigo se ele queria o tal vinho, ele simplesmente respondeu: “põe o saca-rolha!”.

Depois de algumas risadas ele me contou sobre outro amigo que tinha uma bela adega, mas que morreu antes de tomar seus vinhos. Naquele instante, ficou claro que a escolha anterior servia como uma lição de vida - Não deixar nada para amanhã – afinal, talvez não exista um amanhã!

Então, minha resolução para 2018 é “sacar a rolha”: não apenas em nossa indústria de TI, mas na vida em geral.