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  • Revista LEC: Um novo modelo de negócios?

    Por Abradisti em 28/05/2019 10:30:30

    Em matéria sobre relatório e exigências feitas pelo TCU - em relação ao modo como o Governo Federal compra produtos e serviços na área de TI - a Revista Lec (Legal Ethics Compliance) fala com a Abradisti

    Hoje é praticamente impossível operar qualquer negócio sem o uso de ferramentas de TI, e isso não é diferente quando falamos do setor público. Mas a cadeia entre indústria, distribuidor, revendedores e cliente final, representado pelos órgãos e autarquias federais, sempre enfrenta uma série de desafios, principalmente relacionados ao trabalho de compliance.

    Entre os fatores que podem levar o mercado a adaptar seu modelo de negócios a uma nova realidade a partir das observações do TCU estão as iniciativas adotadas pela Abradisti, representado por Mariano Gordinho, presidente-executivo da associação.

    Cenário atual das aquisições de TI no Governo Federal

    A partir das análises, fica claro que no caso das vendas de TI para o governo, não há nada centralizado, ou seja, cada órgão faz do seu jeito. Por isso, os principais problemas do TCU dizem respeito à falta de uma estratégia que permita ao Poder Público se valer da sua musculatura, do grande volume de compras, para obter preços e condições mais competitivos.

    Ao mesmo tempo, é necessário criar formas de melhorar o aproveitamento do conhecimento técnico disponível nos diferentes poderes, evitando compras equivocadas que, no fim, resultam em desperdício de dinheiro público.

    Além disso,o Governo Federal (como qualquer empresa ou instituição) precisa se organizar para lidar com a nova realidade do modelo de assinaturas SaaS, o software as a service.

    Certificação para revendedores de TI é a iniciativa de destaque da Abradisti

    Na prática, é preciso criar também modelos que permitam dar mais segurança às operações, já que um problema que aconteça envolvendo corrupção de agentes públicos pode se voltar contra todos, mesmo que a cadeia tenha o seu elo mais fraco nas revendedoras.

    A partir desse ponto, as grandes empresas do setor passaram a exigir a adesão dos parceiros aos programas de compliance além de outros pontos, como por exemplo:

    • Realizar due dilligences;
    • Olhar para o estoque;
    • Identificar o que vendeu de fato;
    • Identificar para quem vendeu.

    Uma iniciativa da Abradisti nesse sentido é o desenvolvimento de um modelo de certificação de revendedores. Com essa ferramenta, o distribuidor, antes de vender para uma determinada revenda, poderá exigir um certificado de regularidade dessa empresa, indo além da questão creditícia, analisando se a companhia ou os sócios das companhias estão envolvidos em algum problema.

    Vencida essa primeira análise, será aplicada uma série de questões e diligências para analisar o comportamento de governança e da aderência à questão de compliance na companhia. No final, sem a interferência de ninguém, é concedido o certificado para os aprovados.

    O certificado terá prazo de validade de um ano e, mesmo durante esse período, o sistema irá investigar periodicamente os pontos que podem ser diligenciados. A plataforma também contempla uma espécie de canal de denúncias setorial, para onde poderão ser direcionados os relatos de situações de corrupção.

    Paralelamente, a Abradisti instituiu um grupo de compliance na associação, que terá, entre seus objetivos, estabelecer um código de conduta setorial. Leia matéria completa clicando aqui.

    Você também pode ver mais detalhes sobre essa e outras iniciativas na coluna sobre Compliance, de Mariano Gordinho, para o IT Forum 365!

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